22.6.10

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-Agora se não se importar, gostaria de voltar aos meus sonhos, onde nada pode me perturbar, e meus pensamentos e medos podem ser esquecidos.
-Claro senhor, e me desculpe por acordá-lo.
Sai à luz do luar, o mar estava calmo, e provavelmente todos os outros tripulantes estavam na cozinha, comendo, bêbedo e rindo. Eu gostava de ficar ali, olhando as estrelas, imaginando como seria o futuro. Fui para a vante do barco, apoiei me em uma das barras, e resolvi ver, o que continha ali, naquele temido pergaminho. Eu estava com medo, pois as últimas palavras do capitão P. causaram me um certo receio em abrí-lo.
Quando cheguei mais perto do lacre consegui ver o símbolo direto, nele continham duas letras VV, eu não fazia a mínima idéia do que poderiam significar, então antes que eu me arrependesse comecei a abrí-lo.
No momento em que eu tirei o lacre, senti que algo me puxava, larguei-o na hora, mas era tarde de mais, o pergaminho pairou no ar, abrindo-se e alinhando-se com a lua, e de repente fui sugado para dentro.
Quando abri os olhos novamente, eu estava no meio do nada, não consegui enxergar o que havia em volta de mim, entrei em pânico, eu não sabia ao certo o que fazer, pensei em correr, mas temia que algo aparecesse, pensei em gritar, mas não queria chamar a atenção, então me abaixei e abracei os joelhos, ficando ali com meus pensamentos.
Uma neblina começou a surgir, era a única coisa que eu conseguia ver no meio daquela escuridão, até que um som começou...
-Ora, ora, o que temos aqui? – uma voz melodiosa começou, era uma mulher, mas eu ainda não a via. – como conseguistes o meu portal?
-Quem... Quem esta aí? – foi a única coisa que eu consegui falar.
-COMO CONSEGUISTES O MEU PORTAL? Eu perguntei!
Comecei a suar frio, eu sentia que ela estava muito perto de mim, mas eu não conseguia vê-la. Eu podia até sentir o ar gelado da sua respiração.
-Eu achei... É achei. – menti, não ia por capitão P. no meio do assunto, ele havia me alertado, e eu não segui seu conselho.
-Achou? Hum, isso muda um pouco as coisas, deixe eu me apresentar – de repente ela apareceu, bem à minha frente, deslizando sobre a neblina. Ela era linda, sua pele parecia com a lua, branca e cintilante, seus cabelos eram negros e arrastavam no chão, seu rosto era

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