9.6.10

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-Quem será? A essa hora da noite! – ele estava com uma voz cansada, espero não ter acordado-o.
-Sou eu...- demorei a responder, não é muito bom acordá-lo - Wisterpol.
-Ah, entre rapaz, entre.
Quando entrei, notei que havia objetos diferentes em seu ‘escritório’, estava muito bem organizado, o que é estranho, pois sempre existe uma discussão entre Sr, Griséu e ele, por causa da sua falta de organização; havia também vários quadros diferentes, de ilhas, mares, fontes, etc.; e em sua mesa havia um grande pergaminho enrolado e lacrado com um símbolo, muito diferente de todos que eu já tinha visto.
-Achei estranho você não ter vindo falar comigo antes, normalmente nota quando há algo errado, sempre muito analítico. – ele já sabia, que eu era muito observador, que desde o primeiro dia no trabalho, eu já sabia e via de muitas coisas, que os outros que trabalhavam ali, nunca haviam notado.
-Você não deixa de estar certo capitão, mas eu notei sim, que há algo estranho no ar, espero que não seja nada grave, pois odiaria o fato de ter que ficar preso aqui, com algumas coisas acontecendo debaixo dos meus próprios olhos. – eu não deixava de lhe falar o que pensava, pois ali, capitão P. era o único em quem eu realmente confiava, então deixar passar algo, não era aconselhável.
-Não é nada ‘muito’ grave, o problema é que como você pode ter notado, há um pergaminho em minha mesa, ele chegou para mim na noite passada, e estou com medo que seja um documento impedindo as nossas viagens, então até agora não o abri. Se você não se incomodar Wisterpol gostaria que pegasse esse pergaminho e o jogasse fora.
-O senhor tem certeza? E se não for nada de mais? – a minha curiosidade era muito forte, eu não conseguia deixar de imaginar o que poderia conter ali, uma carta de amor ou de algum falecimento, um mapa, um mandado de prisão...
-Sim, eu tenho certeza, se quiser pode lê-lo, mas qualquer conseqüência será tua, e não minha. – ele falou isso com uma voz de alerta, e nesse momento comecei a duvidar de suas palavras anteriores, dizendo que poderia ser algo impedindo a nossa viagem, acredito que seja algo pior, muito pior, que ele se recusa a por os olhos.
-Sim capitão, não precisará assumir nada, se algo cair sobre mim, admitirei meus atos, e cumprirei o que me for determinado.

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